"(...) os modos dominantes de pensamento em nossa própria época, que alguns de nós estão propensos a ver como claros, coerentes, firmemente embasados e definitivos, dificilmente hão de parecer aos olhos da posteridade ter qualquer um desses atributos. O registro adequado até mesmo das confusões de nossos antepassados pode ajudar não somente a esclarecer aquelas confusões, mas também a gerar uma dúvida salutar sobre se estamos totalmente imunes a confusões diversas, mas igualmente grandes. Pois, embora tenhamos mais informação empírica à nossa disposição, não temos mentes diferentes ou melhores; e, apesar de tudo, é a ação da mente sobre os fatos que produz a filosofia e a ciência — e que, certamente, em grande medida produz também os 'fatos'."
LOVEJOY, Arthur O. A Grande Cadeia do Ser. São Paulo: Editora Palíndromo, 2005. p.31.

Nenhum comentário:
Postar um comentário